O Planeta dos Dragões, nesta edição da Argonauta, é composto por três volumes que contêm duas obras:
Dragonflight e
Drangonquest (que foram alvo de nova edição em português pela editora Gailivro, na coleção Mil e Um Mundos,
O Voo do Dragão e
A Demanda do Dragão). Anne McCaffrey, autora americana, tem como principal obra esta série,
Dragonriders of Pern, composta por mais de 20 livros, que já foi premiada com os mais prestigiados prémios de Ficção Científica. Pern é um planeta descoberto e colonizado pelos humanos, muitos milénios antes da ação dos livros, apesar de no presente tempo ter regredido para uma Idade Média feudal, em que Dragões foram criados a partir de uma espécie de lagartos voadores.
A razão desses Dragões terem sido criados prende-se com o facto de um pequeno planeta, com uma orbita errante, a Estrela Vermelha, quando a conjugação de vários planetas o permite, liberta uns esporos (os "Fios") que atravessam o vazio em direção a Pern, destruindo toda a matéria orgânica em que tocam, durante vários "Turnos", a que corresponde a uma "Passagem". Assim, as criaturas aladas, que "comem" "pedra-de-fogo" e lançam chamas em pleno ar, fazem parte da proteção que os "Antigos" criaram para proteger Pern dos Fios. Outra característica que os Dragões possuem é poderem deslocar-se, instantaneamente, "entre" locais e "entre" tempos, bastando para isso o seu cavaleiro visualizar o local para onde deseja deslocar-se. Entre Dragões e Cavaleiros existe uma ligação empática muito forte, sendo que o Dragãozinho quando nasce, é "Impressionado" pelo seu futuro cavaleiro, "Impressão" essa que é para toda a vida. Pern criou uma estrutura social peculiar, em que os "Baluartes" (os feudos) dão um dízimo aos "Ninhos", porque os Cavaleiros têm que cuidar dos seus Dragões e viver em locais inóspitos.
Esta série de livros começa com os "Ninhos" em decadência (só um está ativo, Benden, após o desaparecimento misterioso de cinco, e com uns escassos duzentos Dragões em vez dos mil possíveis), após um "Intervalo" anormalmente longo ("Intervalo" é o espaço de tempo entre uma "Passagem" e outra) e por isso os "Baluartes" desprezam o "Ninho" por acharem que este é inútil e os "Fios" não voltaram a cair.
Jora (a última rainha dos dragões viva) está perto da morte e na sua última postura tem um ovo de rainha na ninhada. F'lar, cavaleiro do Bronze Mnementh (Bronzes são os machos mais fortes, havendo também Castanhos e Azuis. As rainhas são Douradas e as fêmeas Verdes são inférteis), procura em Ruatha (o segundo "Baluarte" mais antigo e com mais tradições em fortes Mulheres-de-Ninho) uma jovem com o espírito suficientemente determinado para levar a bom porto a recuperação do prestígio dos "Ninhos" perante as gentes de Pern. Lessa encontra-se em Ruatha, sendo a última sobrevivente do sangue, após um ataque que eliminou toda a sua linhagem, dez "Turnos" antes, maquinando para a destruição de Fax (o senhor brutal que conquistou a seu "Baluarte"). Quando os cavaleiros de Dragão chegam, Lessa vê uma oportunidade de ver o seu direito reivindicado mas nem tudo corre como esperava... Apesar de F'lar matar Fax em duelo, este convence Lessa a abdicar do seu direito para o recém nascido Jaxom, e a seguir com ele para tentar impressionar a Rainha que está para nascer... Lessa torna-se Mulher-de-Ninho e cavaleira de Ramoth com F'lar como seu par e Chefe-de-Ninho... Tudo mais se desenrola de uma forma que prende o leitor ao livro, devorando páginas atrás de páginas...
Quem me dera ter um Dragão!!!